Em nome da incansável procura de lacunas e estupidez neste “Movimento”, fui procurar material de estudo na “nossa” revista. Lógicamente, não foi preciso muito esforço. A paleta de calinadas é tão extensa, que me bastou pegar num número ao calhas e deliciar-me com o profissionalismo e conhecimento (hmm...) que esta revista transpira. Recuei então até à edição nº 6 (com Jay-Z na capa).
Comecei a ler a revista. Incrivelmente, passava páginas e páginas e não encontrava nada. Era incrível! Com aquele misto de alegria, espanto e desilusão, confesso que comecei a ficar com uma lágrima no canto do olho.
Finalmente, cheguei à secção de críticas de discos. Não tinha grande esperança, visto que uma crítica é sempre uma crítica... não há-de ter muito para se discutir. Na página 72, encontrei uma crítica a um álbum que, por acaso, até gosto muito. E foi então que encontrei aquilo que procurava. Fiquei a saber que “existe um forte movimento underground nos Estados Unidos encabeçado pela Def Jux”. Até aqui, nada de novo. Mas aprendi também que “Bazooka Tooth e o seu álbum Aesop Rock são uma excelente amostra desse underground”, que “Bazooka Tooth com estes beats parece estar no seu habitat natural” e que “De facto há um espírito de guerra em Bazooka Tooth e no seu álbum Aesop Rock”.
Provavelmente, para o típico ouvinte “que-se-foda-os-raps-americanos-um-gajo-quer-é-tuga” isto não há-de ter grande importância, visto que nem imaginam o que é “uma” Def Jux. Passo a explicar. Esta crítica na revista tem exactamente o mesmo valor que dizer “Muted lançou o seu segundo álbum chamado Alias” ou que “os Hope lançaram um excelente álbum chamado Non-Prophets”. Em linguagem mais acessível, isto tem exactamente o mesmo valor que dizer “o Educação Visual mostrou ser um grande MC com o seu álbum Valete” ou que “o Sintoniza lançou um álbum chamado Fuse”.
Poderia ter sido uma simples distração, mas não foi, visto que a calinada é repetida cinco vezes ao longo da crítica. É espantosa a cultura musical deste “profissional” que se achou maduro o suficiente para confiar na sua burrice.
Tenho uma sugestão a fazer ao distribuidor de tarefas da HHN:
Por favor, deixe as críticas de “indie rap” na secção “Universo Indie”. É mais seguro.
Nota: Eu sei que já cansa, mas este blog tem de respeitar o contrato com a “revista da Nação”, que se comprometeu em ajudar este blog com lacunas frescas todos os meses.
Texto enviado para o Veneno Produções por:
Struck-A-Nerve
Comecei a ler a revista. Incrivelmente, passava páginas e páginas e não encontrava nada. Era incrível! Com aquele misto de alegria, espanto e desilusão, confesso que comecei a ficar com uma lágrima no canto do olho.
Finalmente, cheguei à secção de críticas de discos. Não tinha grande esperança, visto que uma crítica é sempre uma crítica... não há-de ter muito para se discutir. Na página 72, encontrei uma crítica a um álbum que, por acaso, até gosto muito. E foi então que encontrei aquilo que procurava. Fiquei a saber que “existe um forte movimento underground nos Estados Unidos encabeçado pela Def Jux”. Até aqui, nada de novo. Mas aprendi também que “Bazooka Tooth e o seu álbum Aesop Rock são uma excelente amostra desse underground”, que “Bazooka Tooth com estes beats parece estar no seu habitat natural” e que “De facto há um espírito de guerra em Bazooka Tooth e no seu álbum Aesop Rock”.
Provavelmente, para o típico ouvinte “que-se-foda-os-raps-americanos-um-gajo-quer-é-tuga” isto não há-de ter grande importância, visto que nem imaginam o que é “uma” Def Jux. Passo a explicar. Esta crítica na revista tem exactamente o mesmo valor que dizer “Muted lançou o seu segundo álbum chamado Alias” ou que “os Hope lançaram um excelente álbum chamado Non-Prophets”. Em linguagem mais acessível, isto tem exactamente o mesmo valor que dizer “o Educação Visual mostrou ser um grande MC com o seu álbum Valete” ou que “o Sintoniza lançou um álbum chamado Fuse”.
Poderia ter sido uma simples distração, mas não foi, visto que a calinada é repetida cinco vezes ao longo da crítica. É espantosa a cultura musical deste “profissional” que se achou maduro o suficiente para confiar na sua burrice.
Tenho uma sugestão a fazer ao distribuidor de tarefas da HHN:
Por favor, deixe as críticas de “indie rap” na secção “Universo Indie”. É mais seguro.
Nota: Eu sei que já cansa, mas este blog tem de respeitar o contrato com a “revista da Nação”, que se comprometeu em ajudar este blog com lacunas frescas todos os meses.
Texto enviado para o Veneno Produções por:
Struck-A-Nerve

8 Comments:
At 4:05 PM,
Omrai & Zayden said…
Foda-se eu keria postar isto!
Merda para ti Zayden!
Omrai :)
Paragens Struck-A-Nerve ;P
Tás lá.
At 4:06 PM,
Anónimo said…
Eh... Mas o Aesop Rock entre como Bazooka Tooth no álbum de Grayskul :)
Quem escreveu a critica não se deu ao minimo trabalho de estudar o tema um bocado :o
At 4:09 PM,
Anónimo said…
Esqueci-me de assinar...
ass. Magalhas
At 9:00 PM,
Omrai & Zayden said…
Vai pro caralhinho, Omrai :P Concentra-te mas é no próximo post e responde-me ao mail :P
Bem, para quem costuma visitar o blog, já sabe: podem mandar o vosso veneno para ser publicado!
Zayden
At 5:28 PM,
Anónimo said…
Esse gajo rocka =)
coff.... coff...
lolol
KAOS
At 5:41 PM,
the_producer said…
calinada descomunal...
At 5:58 PM,
Anónimo said…
o número 6 da revista tem os IAM na capa
At 5:13 PM,
jO said…
7 d maio?? uma actualizaçãozinha ja ia nao? =P
bjinhus e abraços
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